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Heróis

agosto 21, 2011

O ser humano é um contador de histórias. Sempre foi, desde a época em que se reunia ao redor da fogueira pra dividir informações, e de lá pra cá muita coisa mudou. Muitas técnicas evoluíram e as formas de contar essas histórias mudaram. De tudo, o que eu acho mais interessante é a figura dos heróis, ou especificamente os super-heróis.

A figura do herói aparece nas narrativas como uma pessoa que desempenha grandes atos e que serve de inspiração e exemplo para quem ouve a história. Tipo a obstinação de Ulisses que aguenta anos de provações e de sacanagens divinas pra chegar em casa, ou Perseu que foi encarar a Medusa para não abrir mão dos seus objetivos! Os heróis são foda!

Mas aí, pulando milhares de anos, a gente vem pros super-heróis, seres que são capazes de fazer coisas extraordinárias, tipo o Super-Homem e tal. Mas pra mim o mais interessante dos super-heróis é que a história pregressa de cada um já é, por si só, um conto e uma lição inspiracional independente dos feitos desses heróis. Meus exemplos favoritos são:

Batman:

O cara teve os pais brutalmente assassinados na frente dele. O cara teve uma infância de merda. O cara tem “todo o dinheiro do mundo”, mas nenhuma família (fora o mordomo). E o que ele faz? Decide se aprimorar física e mentalmente e utilizar todos os recursos a seu dispor para combater o mal que ferrou a vida dele. O ponto heróico é que ele não mata, nem mesmo usa armas de fogo, se colocando acima dos seus inimigos!

Mulher-Maravilha:

Uma amazona criada por mulheres que vem pro mundo “dos homens”. Ela é a metáfora da mulher que era criada para ser a mocinha perfeita, mas que na verdade é muito mais “forte” do que os homens à sua volta e por isso entra em tanto conflito.

X-Men:

Jovens que são “diferentes” e desprezados pela sociedade mas que com seus poderes especiais defendem o mundo que os teme e os odeia. Eles são a metáfora da adolecência, que embora sempre seja rejeitado pela geração anterior mostra que o diferente pode ser melhor e que novos talentos não precisam ser ameaças.

Lanterna Verde (CLARO):

Com o anel eles (todos os membros da tropa) podem criar formas de energia baseado no que  imaginarem, além de voar até mesmo pelo espaço limitado apenas pela sua força de vontade e desde que não seja dominado pelo medo (que é o seu verdadeiro ponto fraco). O que me fascina no conceito do Lanterna Verde é o fato de que o anel é uma metáfora para a determinação da alma humana. A força de vontade é a medida do empenho e do esforço do indivíduo, que pode “construir” qualquer coisa, desde que esse indivíduo não permita que o medo lhe prenda. Há ainda o detalhe importante de que os Lanternas são uma TROPA, compreendem que a união e o trabalho coletivo são capazes de construir muito mais, embora não deixe de perceber a individualidade, já que cada Lanterna faz seus construtos diferentes dos demais, de acordo com sua forma de ver o mundo e de senti-lo.

Da Grécia antiga até hoje, de Hércules ao Super-Homem temos os heróis de que precisamos e os utilizamos para inspirar e ensinar através de histórias.

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