Eu, um vampiro
Eu já fui um vampiro. Aliás, por vários anos da minha vida.
Não, não tem nada a ver com esses vampiros modernos que brilham nem com banners animados em sites de “Você é um Vampiro?” nem muito menos os de “Descubra seu Nome de Vampiro”. Falo de um tempo em que vampiros eram vampiros, leia-se: personagens da literatura gótica. Sim: GÓTICA. A arte gótica faz toda a relação com temas dramáticos e densos e que buscam o espiritual e o sobrenatural, se refletindo em várias formas, como a pintura, a escultura, a arquitetura e a literatura. Na literatura especificamente aparecem os vampiros.

Baseado nos vampiros da literatura do horror gótico cria-se uma variedade de obras e produtos, e dentre esses produtos encontra-se o RPG chamado “Vampiro: a Máscara”. Mas antes de mais nada um pouco de informação que pode iluminar o assunto!
Originalmente os vampiros nascem no folclore do leste europeu, primeiramente como uma lenda urbana criada para manter as meninas na linha. O “vampiro” aí era a forma da sociedade fazer as meninas manterem sua pureza e a partir disso surgem boa parte das lendas sobre eles:
- vampiros têm repulsa ao alho: era a deixa para que as moças mastigassem várias cabeças de alho e tivessem o pior hálito possível, fazendo delas a última escolha para um beijo;
- vampiros têm medo de cruzes: fazendo com que as mulheres usassem crussifixos e aparentassem ser beatas, de modo que permitiriam pouca liberdade dos assanhados;
- vampiros fogem do sol: a figura do vampiro era associada à noite, aos ambientes de penumbra onde poderiam ter privacidade com as moças, que não teriam em locais claros, mas essa relação não era apenas com o sol, mas com todo tipo de luminosidade;
- vampiros só entram com convite: uma forma de colocar a culpa nas donzelas, pois se algo acontecesse com elas é porque os “vampiros” tiveram “convite” para se aproximar (convite que poderia ser um sorriso, um decote, etc.).
De fato o vampiro ao qual essas histórias se referiam eram os homens que tentariam seduzir as moças, que na inocência eram levadas a crer que seu sangue seria sugado à base de mordidas, quando na verdade seria a sua virgindade que seria tomada. As lendas sobre vampiros tinham a intenção de impedir as moças de quererem se entregar, afinal essa é a intenção de toda lenda: instruir ludicamente as pessoas.
De qualquer forma, esse personagem ganha vida própria e com o decorrer dos séculos (sim, séculos) as lendas vão sendo aumentadas e ganham mais e mais detalhes. A visão de cada autor vai dar a essas criaturas novas roupagens e características, como a falta de reflexo nos espelhos, a incapacidade de atravessar água corrente (minha favorita), entre outras riquezas. E com essas representações chegamos ao que interessa: os jogos de RPG (role playing game ou jogos de interpretação de papéis) que é o jogo mais nerd do mundo! Nesse jogo cada jogador interpreta um personagem, de modo que passa a agir, se comportar e vivenciar o que significa ser aquele indivíduo.
Por vários anos (mais de uma década na verdade) eu joguei o RPG de Vampiro a Máscara e duranto os jogos eu me sentia um vampiro (MUITO nerd isso), e de fato me deprime a representação dos vampiros de hoje. Num outro momento hei de tratar mais do assunto, já que agora eu tenho uma nova categoria de postagens só pra isso: Vampiros!
eu adorei os comtos de vampiros eu queria poder saber mais solbreiso mais essas coissas de vampiros sam para min muito real mais adorrei essa historia
eu adorei essa essa historia mais para min e real e tipo uma coissa que eu adoro e historias de vampiro eu queria saber mais solbre vampiro mais essa historia ja me feis muito feliz